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maio 22

Responsabilidade do Empresário no Ciclo do Negócio: o que é isso?

Responsabilidade do Empresário no Ciclo do Negócio: o que é isso?
por Caroline Schallbroch Araujo

É muito provável que todo empreendedor ou empresário, seja com o fim de arregaçar as mangas para dar vida a um projeto de negócio ou para seguir gerindo sua atividade empresarial, já ouviu falar ou deve possuir estreita relação com o chamado Ciclo do Negócio.

O Ciclo do Negócio é composto por fases que, inevitavelmente, toda atividade empresarial irá atravessar, compreendendo, basicamente, os períodos de prosperidade – quando o negócio segue de vento em popa – recessão – o caos, quando o consumidor praticamente desaparece e o empresário sobrevive se bem preparado – e a recuperação – quando, aos poucos, o negócio vai voltando à normalidade e a confiança do empresário também vai sendo restabelecida.

Nesse sentido, muitas empresas sofrem perdas incalculáveis, ou até mesmo “quebram”, exatamente em razão da falta de conhecimento e de planejamento dos seus administradores para enfrentar os momentos mais difíceis do Ciclo do Negócio, tendo em vista que, infelizmente, as obrigações decorrentes da atividade empresarial não esperam a fase da prosperidade chegar.

O empresário do mundo atual deve ter plena consciência da sua responsabilidade perante o seus clientes, os seus empregados, os seus fornecedores e o próprio Estado, caso contrário, dificilmente estará preparado para atravessar com tranquilidade e maturidade financeira as fases do ciclo do seu negócio.
Assim, essa responsabilidade deve ser entendida como a obrigação de fornecer aos seus clientes produtos e serviços de qualidade e de acordo com disposições legais que lhes sejam atinentes, como também observar os direitos trabalhistas de seus empregados, cumprir os acordos contratuais estabelecidos com seus fornecedores e, ainda, respeitar e atender às exigências de constituição, de tributação, de fiscalização e de quaisquer outras provenientes do Estado.

Imprescindível destacar que a responsabilidade aqui referida pode gerar ao empresário a obrigação de reparar o dano que tenha sido causado a uma pessoa ou a uma empresa. Constatado o dano, nasce a responsabilidade do seu causador em repará-lo, devendo restituir a pessoa ofendida pela perda sofrida e/ou promover a restauração do estado no qual se encontrava antes de sua ocorrência.

Dessa maneira, caso o empresário cause dano ao seu cliente, ao seu empregado, ao seu fornecedor ou ao Estado, deverá restituir material e/ou moralmente aquilo que transgrediu, ocorrendo tal reparação, de modo geral, por meio de indenização pecuniária, o que pode vir a comprometer, significativamente, o patrimônio do seu negócio.

Por isso, os empresários devem manter permanente atenção e prudência na condução do seu negócio, mediante a constante busca de conhecimento especializado e planejamento adequado, de modo a garantir a perenidade da sua atividade empresarial.

 

Gostou do artigo? Conheça a autora:

Caroline Schallbroch Araujo é advogada e sócia do escritório Schallbroch, Basilio e Souza Advocacia.
Pós-Graduada em Direito Empresarial pela Universidade Cândido Mendes (RJ), Direito de Família e Sucessões pela Universidade Anhanguera (SP). Associada ao Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM e ao Instituto Brasileiro de Direito Civil – IBDCivil. Membro da Comissão OAB Mulher 29ª Subseção Campo Grande. Ampla experiência em advocacia consultiva e contencioso cível, compliance, riscos e contratos. Vasto conhecimento nas áreas de Responsabilidade Civil e Direito do Consumidor.

Dra Caroline Schallbroch é palestrante confirmada do nosso Workshop Empreenda-se: O Poder da Escolha dia 24 de Junho. Saiba mais.

 

 

crédito de imagem: Pinterest

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